Dicas de Bangkok

Aqui contei com um pouco dos nossos cinco dias em Bangkok. Agora vamos às dicas:

A chegada
Do aeroporto de Suvarnabhumi para a cidade é bem fácil de ir com o transporte público. Há um skytrain direito de lá para estação de Phaya Thai no centro, de onde é possível pegar transporte para outros lugares. Salvo engano o trajeto dá uns 80 Bahts por pessoa ( numa continha por alto, 1 dólar = 30 baht; 1 real = 10 baht), e levou coisa de uma hora e vinte minutos. Nós fizemos esse trajeto entre a cidade e o aeroporto 3 vezes, e em duas delas usamos taxi. Em uma, num domingo sem trânsito, gastamos em torno de 350 Bahts por 40 minutos de viagem. Em outra saiu algo como 500, porque estava trânsito e optamos por pegar uma via expressa pedagiada. Não tivemos nenhum problema para os taxistas ligarem o taxímetro, tudo bem tranquilo. O outro aeroporto da cidade é o Don Mueng, e fomos até ele uma vez de taxi, e deu também em torno de 400 Bahts.

Dinheiro
Nós não levamos nenhum dinheiro em espécie. Sacamos por lá. Tem ATM em cada esquina, e a taxa de conversão era boa. A única desvantagem é que tinha que pagar uma taxa de 220 Baht, que dá tipo 7 dólares. Então nos programamos para fazer poucos saques, e deu certo. 

Transporte na cidade
Estando em até duas pessoas, vale a pena usar o transporte público se você estiver com tempo. O  skytrain, um metrô de superfície, é bem fácil de usar, limpo e seguro. Mais do que duas pessoas, vale pegar taxi. Nós acabamos usando muito taxi porque é bem barato se comparado aqui com a Suíça, e como tínhamos acabado de chegar, estávamos meio jetlegados e acordamos meio tarde todos os dias. Aí não queríamos gastar tempo no transporte público (tinha hora que a diferença de tempo entre taxi e transporte dava mais de uma hora, foda).
Andamos de tuktuk também porque tem hora que é a melhor pedida. Você inala poluição mas chega rápido rs
Internet
Falando em trajetos, uma coisa que facilitou muito a nossa vida por lá foi o chip de internet. Assim que chegamos na cidade compramos num 7 Eleven um chip com internet ilimitada para um mês, e foi bem barato, coisa de 10 dólares. Com isso usamos muito google maps, navegamos pela cidade e pelo transporte, fizemos reservas em restaurantes, check in nos voos e resolvemos os pepinos que foram surgindo na viagem (e também atualizamos as redes, néééé). Funcionou super bem no país inteiro, nas ilhas inclusive, e foi bem prático. Tem quiosque vendendo chip no aeroporto. Ajuda chegar lá e já mapear pra ir de skytrain pra cidade. 

Onde ficar
A cidade é bem grande e espalhada, então onde quer que você fique, vai ter que se locomover para outras áreas. Nos primeiros dias lá ficamos na casa da Elô, minha amiga, que fica na área de On Nut, e é bem não turístico, cheio de gringos moradores. Fiz a melhor massagem tailandesa da viagem por lá. Para a nossa noite de Natal, quando voltamos de Chiang Mai para Bangkok, eu reservei um hotel 5 estrelas, o Avani Riverside. O hotel em si é maravilhoso, todos os quartos tem vista para o rio, tem uma piscina de borda infinita babadeira, um café da manhã incrível, e custou o preço de um Ibis aqui em Berna. Porém todos esses hotéis rycos ficam na beira do rio, e os taxistas simplesmente não queriam levar a gente lá, achavam longe. Foi mega saco, e numa hora de desespero tivemos que atravessar a cidade de tuktuk, rs. Então levem isso em consideração. Dizem que as áreas de Siam e Silom são muito boas para se hospedar, por ser perto de vários atrativos, na boca de duas linhas de skytrain. Muuuita gente fica na área de Khao San Road, a famosa rua dos mochileiros. Lá tem muito albergue, tem muito bar, bagunça, camelô na rua, e pode ser mesmo onde você vai encontrar acomodação mais barata. Porém achei tudo bem tourist trap, é uma área super explorada. Se você não liga, vai fundo. Eu devo dizer que as vezes ligo, as vezes não. Numa cidade doida que nem Bangkok, não acho que seja um deal breaker, já que caos você vai ter em todo canto, rs.
Mas olha, esse luxo de hotel cinco estrelas é bom demais, né... já quero ser rica pra desfrutar disso sempre rs
Grand Palace
É bem controverso, vi dicas na internet falando que TEM QUE IR, e outros falando FUJA. Enfim, resolvemos ir no dia de Natal, nosso último dia em Bangkok, quando já tínhamos visto todas as outras coisas que queríamos. E a real é que chegando lá tava tão, mas tããão cheio, que desistimos. Sabe quando você não conseguem nem se desvencilhar da multidão? Pois é. Portanto, acho que a melhor dica é ir bem cedo, ou bem tarde. Ou simplesmente aceitar que vai ser meio que uma pipoca de bloco em Salvador, e se jogar, rs. 
A muvuca básica do Grand Palace
E aí desistimos e ficamos tirando foto no muro pro lado de fora hahaha
Roupas
Muita gente me perguntou como que eu fiz a bendita da mala para ir pra Tailândia, pra Rússia, pra praia, pros templos, rs. A verdade é que fazer essa mala foi um belo xadrez, rs. Mas em Bangkok  e Chiang Mai, onde visitamos muitos templos, foquei em cobrir todo dia alguma parte do corpo. Um dia usava vestido longo de alcinha, outro dia vestido curto com camisa por cima. Eu carregava uma pashmina na bolsa, e no caso de entrar num templo, enrolava ela na parte "descoberta", nos ombros ou nas pernas. Essa dica vale para todos os templos, porém como o Grand Palace não é templo, mas a casa do rei, anotem: lá não aceitam pashmina enrolada em nada. Vá de mangas, saia longa ou calça não justa, homens devem ir de calça, etc. Pra todo o resto, a pashmina resolve.
Modelito assim
Comida
Em Bangkok a gente simplesmente seguiu a Elô de olhos fechados, porque além de morar lá há tempos, a bixa é chef de cozinha ahaha.. aí ficou fácil, né? Com ela fomos à várias bibocas improváveis, que sequer tinham nome rs. Ela pedia tudo, a gente comia, chorava de emoção e agradecia. Mas sem ela, o que fazíamos antes de comer na rua era observar onde tinha tailandês comendo. Se tinha, a gente mandava ver. E assim passamos a viagem inteira sem nenhum acidente, rs (e olhe que numa dessas bibocas comemos nas companhias dos ratos, ou gatos haha). Tem também dois restaurantes mais arrumadinhos em que comemos MUITO bem, e eu recomendo muito: Soul Food Mahanakorn (onde o Khao Soy é de chorar) e Namsaah Bottling Trust, onde comi a melhor comida da viagem inteira. Comi um bife ao curry vermelho com arroz de berries. Sério. Vontade de entrar num avião agorinha só pra comer de novo. Uma última dica, especialmente pra quem gosta de Noodles: Nanase. Eles tem uns 5 carrinhos pela cidade, e é o melhor noodles que eu já comi na vida. Mas como eu sou ninguém nesse mundo, mandamos nosso amigo que já morou no Japão e na China ir lá experimentar, e o cara amou. Então é isso aí, NANASE.
Numa das bibocas maravilhosas!
Preços
No geral, acho que os preços em Bangkok acompanham um pouco São Paulo. Todo mundo falava que é super barato, e eu achei barato comparado à Europa, mas não se comparado ao Brasil. No fim, é uma cidade grande, capital país, tem mais de 8 milhões de pessoas, e o preço acompanha. A comida de rua é bem barata, e comemos (e tomamos cervejinha) muito bem com 10 dólares por cabeça (sem a cerveja ficava bem uns 6 dólares, acho). No caso desses restaurantes acima, os preços já eram mais salgados, preço de restaurante em SP, mas para ocasiões especiais (no nosso caso, comemorando nossa chegada na Ásia e Ceia de Natal) são baratos se comparado ao que se pagaria num restaurante do mesmo nível aqui na Suíça. Com drinks e tal, gastamos coisa de 80 dólares no total.

Segurança
Achei tudo seguro demais, sem problema algum para andar com câmera, celular. Acho que o único problema lá é batedor de carteira mesmo. Vi aviso em vários templos sobre isso, que tem gente que se aproveita da distração dos turistas nos templos, crente que estão num lugar seguro, para bater carteira. Tirando isso, tudo super sussa. Andamos em vários becos escuros, e nem sentimento de insegurança bate na gente.

Curiosidades
- não se usa garfo e faca na Tailândia, mas colher e garfo. A colher faz as vezes do garfo, e o garfo as vezes da faca. Esquisito, né?! Mas você acostuma rs...
- é muuuito comum ter papel higiênico na mesa dos restaurantes para ser usado como guardanapo. Na primeira vez me matei de rir, na segunda fiz vídeo, na terceira tava amarradona me limpando hahaha
- em Bangkok, tirando as grandes avenidas, é normal não ter calçada. Eu fiquei indignada de estar andando praticamente no "meio da rua" numa cidade com um trânsito maluco daqueles, mas no fim da tudo certo;
- se prepare para tirar o sapato pra entrar em tudo que é templo, em algumas lojas, em todas as casas de massagem, em vários lugares. É bem comum. Então se você tem nojinho, já leva umas meias e vai linda.

Caso tenha algo que eu tenha deixado de fora, mas que seja de interesse, mandem ver nos comentários ;)
Nós, desfocados e muito felizes em Bangkok

Bangkok


Tínhamos lido bastante coisa sobre Bangkok pela internet, mas foi maravilhoso chegar lá e ter uma amiga querida como guia. A Elô mora há 4 anos na Tailândia, 3 na capital, então manja muito. Estávamos cansados e sem muita capacidade de pensar, então fomos só seguindo a mestre rs. Bangkok é bem doida, e tem MUITO trânsito, naipe São Paulo. Se demora 40 minutos de taxi pra ir pra qualquer lugar, de transporte público então, uma hora e pouco entre trocas e afins. Mas se vale incluir a cidade no roteiro? Vale muito. Nós visitamos muitas atrações, e entre uma coisa e outra comemos muito bem, fizemos massagens e eu fui muito feliz. Entre tudo que fizemos, tive meus favoritos:

Wat Pho e o Wat Arun, dois dos maiores templos da cidade.
Ambos ficam na área mais antiga da cidade, próximo ao Gran Palace, o palácio do Rei da Tailândia - fica a dica de fazer os três no mesmo dia para quem quiser. O Wat Pho é o templo do Buda Reclinado, e é bem lindo, mas bem cheio. Ficamos nos perdendo por lá umas duas horas. A entrada custa 100 bahts e te dá direito a uma garrafinha de água, adorei. O pé do Buda, que dizem guardar a solução para todos os problemas do mundo, está em reforma. Mas ainda assim, deu pra olhar. É super cheio, e eu fiquei de cara que lá tem aviso para prestar atenção com batedor de carteira. Sério, tem que ser bem filho das puta pra ir roubar gente em templo sagrado, rs. Mas enfim... Outra coisa que adorei lá foi um negócio que você vai jogando moedinhas nuns "cestinhos" de metal e mentalizando coisas boas. Diz que da sorte. De lá seguimos até o pier que tem ali na frente, e pegamos o barquinho sentido Wat Arun. No caminho já pegamos um por do sol escandaloso de lindo, e chegamos lá com uma luz incrível. O Wat Arun foi o meu templo favorito no país acho, principalmente porque chegamos lá faltando pouco pra fechar e ele estava bem vazio. Todas as torres são de azulejo, um mosaico lindo e interminável. Foi a imagem de Bangkok que ficou na minha cabeça <3
Coisa mais linda essa arquitetura e o sol refletindo nesse dourado todo
O famoso Buda Reclinado
<3
Um dos altares do Wat Pho
Eu e Elô fazendo o ritual da sorte com as moedinhas
e eu fazendo a blogueirinha hahaha
O Wat Arun do outro lado do rio e o pôr do sol mais maravilhoso
Torres de mosaico <3
E essa luz, minha gente, essa luz

Chinatown
Foi onde pela primeira vez meu coração parou e caiu a minha ficha que eu estava na Ásia. Um trânsito louco, cheio de motinhas buzinando, de letreiros iluminados com caracteres ininteligíveis, música, churrasquinho na calçada, uma loucura, mas no melhor sentido possível. Pra melhorar, nós chegamos lá de tuktuk - minha primeira viagem de tuktuk ever, e eu me diverti horrores, apesar de toda poluição inalada. Eu AMEI Chinatown. Ficamos andando por lá por algumas horas, comprei umas tranqueirinhas, vi uns ratos (ou gatos, como diria minha amiga haha), guardinhas gritando, cheguei que fiquei high, de tanto sentido aguçado de uma vez só. E não estou exagerando, minha cabeça até parou de funcionar, tamanha a intensidade do negócio. Mas adorei mesmo ficando doidona.


"eu quero comprar tudoooooo"
Além dos favoritaços, fizemos várias outras coisas legais, como ver o por do sol no Sky Bar do Lebua State Tower. Esse rooftop é famoso porque aparece no Se Beber Não Case. Tomamos o drink mais caro da viagem por lá, mas valeu a pena porque a vista e o ambiente eram bem gostosos. Foi no dia que chegamos em Bangkok, e foi bem poderoso ver aquela cidade de cima. A gente agora é bicho da cidade pequena hahaha.. somos facilmente impressionáveis com qualquer cidade maiorzinha, imagina com uma metrópole asiática?!

Também fomos ao Night Market de Pat Pong, uma das áreas mais turísticas da cidade. Esses mercadinhos noturnos nada mais são do que as famosas feirinhas, onde vendem muito souvenirs, tranqueiras falsificadas, gadgets, etc. Ali em Pat Pong também há muitas casas de Ping Pong show (digamos que show de pompoarismo, nos quais as mulheres "jogam"ping pong com a vagina), e casas de prostituição. É meio trash, mas é um belo retrato de Bangkok, da loucura, do caos, da turistada, do barulho, das luzes. Bangkok é uma explosão sensorial, e ali no Pat Pong você sente isso bem forte.
Pat Pong
Super Pussy, rs... pra se imaginar o que dá pra encontrar por ali
Das coisas que mais gostei por lá foi passear de barco no rio. Não fizemos nenhum passeio específico para isso, mas é uma das formas de transporte da cidade, e você pega barco da cidade velha até o skytrain, por exemplo. É um transporte "silencioso", e fora daquele trânsito caótico. Imagina se locomover no Tietê? Pois é.
Mesmo perdendo o foco dos passarinhos, eu amei essa foto... Essa luz ainda linda, o shape dos templos.. navegar em Bangkok pode dar uma paz
E a cara de rica?! Enfia onde?
No fim, eu fiquei bem impressionada com Bangkok. É uma cidade vivíssima, cheia de cultura, de vida. Muitos bares, restaurantes, ruas lotadas há qualquer hora, realmente me lembrou São Paulo. Mas aí por outro lado tem um rio navegável, tem todos aqueles templos, e tem os tailandeses... as criaturas mais risonhas que eu já vi <3
* * *
Pensando aqui como eu faria pra postar essas três semanas de viagem, resolvi fazer dois posts pra cada lugar que visitamos. Um contando um pouco da nossa experiência, e outro com dicas práticas. Acho que assim não rola postão imenso, rs, e fica mais organizado. 

Planejando as férias

Tem tanta coisa legal dessas férias que to organizando ainda as ideias pra saber como vou contar tudo aqui. Mas acho que um começo é dar uma geralzona de como planejei as nossas três semanas de viagem, como ficou nosso roteiro, e alguns insights que podem ajudar quem queira se planejar para conhecer a Tailândia e Moscou :) 

Voo
A princípio iríamos para o Brasil nessas férias, mesmo tendo um casamento de amigas queridas na Tailândia. Porém as passagens estavam caríssimas (coisa de 1300 dólares por pessoa), e eu comecei a olhar como quem não quer nada as passagens para ir ao casamento, porque né, vaaai queee... Até que um dia apareceu uma passagem com preço muuuito atrativo pela Aeroflot, companhia aérea russa. Na volta o voo tinha uma escala de 12 horas de Moscou, e mais uma vez como quem não quer nada, fui olhar se aumentaria muito o preço trocar essas 12 horas por 72 e passar logo três dias lá. E não aumentava. Pronto, passagens compradas. E foi assim que definimos passar 18 dias de calor na Tailândia e 3 dias de frio em Moscou. 

Burocracias
Nem brasileiros nem americanos precisam de visto pra Tailândia. Já é uma facilidade. Porém brasileiros (e pessoas de alguns outros países listados aqui) precisam ter o certificado internacional de vacina contra febre amarela. É meio ridículo porque, por exemplo, um gringo que more agora no Brasil não será solicitado nem questionado na entrada, mas eu brasileira morando na Suíça, ou você morando em Londres, e sem visitar o Brasil há anos, deverá mostrar. Mas enfim, é um dos poucos motivos pelos quais você pode ser barrado na Tailândia, então atenção. Chegando lá no aeroporto é tudo meio desorganizado, mas antes de passar pela imigração, passe no balcão da "vigilância sanitária" deles, preencha o formulário, mostre o comprovante de vacina e pegue o carimbo. Com isso você imigrará tranquilamente no país. Ainda no campo das burocracias, Mati teve que fazer um visto para a Russia (nós brasileiros não precisamos). Foi um pé no saco esse visto, e não vou entrar em detalhes aqui porque acho que não tem americano lendo esse blog, rs.. mas quem quiser saber mais me fale nos comentários e a gente troca um email haha. 

Estadia
Acabei organizando tudo pelo booking.com porque queria ter a flexibilidade de poder cancelar, mudar, etc. Teve de tudo: hostel, bed and breakfast, bangalô, ibis e até um hotel cinco estrelas. Grande variedade. Estadia na Tailândia é bem barato, então é uma oportunidade de eventualmente ficar em lugares melhorzinhos. Mas se for alta temporada (como era no nosso caso), vale se antecipar para pegar os melhores deals. A gente começou a organizar a viagem tarde, já no fim de outubro, e os hotéis realmente bons e baratos já eram. Ainda assim, deu pra se virar legal. Na Rússia optamos pelo Ibis porque para fazer o visto de Mati ele precisava de um papel de hotel, e preferimos uma rede conhecida, e deu tudo certo.
Sendo ricos no 5 estrelas
Locomoção
A Tailândia é um país bem grande, mas muita gente faz trajetos por lá de ônibus ou trem. Eu achei as passagens para voos internos bem baratas, então acabamos nos deslocando de avião. Voamos com a VietJet e com a AirAsia. As duas são low cost, mas tem serviço bem honesto. Outras opções dentro do país são a NokAir, Thai Airways, LionThai Air, entre outras que não devo ter ouvido falar, rs. Um detalhe importante: praticamente não tem voo direto entre as cidades da Tailândia diferentes de Bangkok. Invariavelmente você vai ter que para em Bangkok, o que é meio sacal. Entre as ilhas as vezes tem um voo ou outro, mas é só. 
Aeroporto de Suvarnabhumi, em Bangkok
Roteiro final
No fim, nosso roteiro ficou assim:
- chegamos dia 17 de dezembro em Bangkok; 
- dia 20 fomos para Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia, que fica ao norte; 
- voltamos dia 24 para Bangkok e passamos o Natal por lá; 
- dia 25 a noite seguimos para Phuket, e ficamos em Kata Beach; 
- dia 27 seguimos para Mai Khao, outra área de Phuket, onde tivemos o casamento; 
- dia 29 fomos para Koh Lanta; 
- dia 3 de janeiro a noite voltamos para Bangkok; 
- dia 4 de manhã voamos para Moscou; 
- dia 7 chegamos em casa. 

Jajá tem mais!

Oi 2018

Depois da três semanas - a viagem mais longa da minha vida -, de oito voos, de muitas aventuras, estou de volta à minha casinha, à minha Berna querida. Nos próximos dias preciso organizar a vida, aquela coisa básica de voltar de viagem: dar um jeito na casa, abrir toda correspondência, abastecer geladeira, entrar na rotina de novo. Preciso também encontrar minhas amigas, botar o papo em dia, exibir o bronze enquanto ele ainda existe hahaha... Mas assim que organizar as coisas quero vir aqui contar tim tim por tim tim dessas férias tão maravilhosas, das experiências incríveis que vivi, dos lugares que fui, e deixar tudo aqui registradinho no meu canto. 

Tenho muitos planos pra 2018, to cheia de energia e de vontade de fazer muita coisa legal acontecer. Viajar é muito bom, é maravilhoso, diria que é o combustível da minha vida. Mas hoje fiquei muito feliz de voltar pra casa e descansar, porque amanhã é segunda-feira, e amanhã eu quero começar a escrever um capítulo bem bonito da minha vida. Feliz Ano Novo <3 

As viagens de 2017

O ano começou sem grandes viagens por motivos de: ski Fridays. Não sei se já comentei aqui, mas de janeiro a março a escola de Mati fecha toda sexta-feira e todo mundo vai pra montanha esquiar. E ele TEM que ir, rs.. é trabalho gente. E eu posso ir também. O grande "problema"(spoiler: não é problema) é que chegamos depois das 18h nas sextas, o que inviabilizou viajarmos aos finais de semana. Mas não foi nada mal passar 8 sexta-feiras esquiandinho, neam?

Em fevereiro, no entanto, ele tem uma semana de férias, e nós aproveitamos para fazer nossa primeira roadtrip europeia. Fomos ao Piemonte, região norte da Italia, famosa por seus maravilhosos vinhos Barolo, e também pelas trufas milionárias. Acabei nem escrevendo dessa viagem aqui no blog, não sei porquê. Mas foram 5 dias degustando vinhos na companhia de amigos, vendo cidadezinhas pitorescas, comendo muito bem, dormindo até tarde, sabe aquela coisa GOSTOSA? Pois é. Foi assim. Eu quero muito voltar ao Piemonte na época certa, onde a neblina não vai cobrir a paisagem maravilhosa de cima dos morros, e mais uma vez me acabar de comer e beber bem, e apreciar a boa companhia que os italianos sabem ser. 
Por do sol sobre as parreiras do Piemonte



Em março foi a vez de botar meus pés na Espanha, mais precisamente na tão sonhada Barcelona (falei um pouco da viagem aqui e aqui). Foi rápido, foi intenso, teve chuva de baldada, mas teve sol, teve dias lindos, teve comida maravilhosa, teve tudo que eu queria. E sigo querendo! 

Abril foi o mês to tão aguardado reencontro, eu e o Brasil. Passei 2 semanas corridas, intensas e maravilhosas no Brasil. A primeira parte da minha viagem foi pura correria: quatro dias correndo em São Paulo, visitando amigas, conhecendo os bebês mais fofos da cidade, resolvendo burocracias, me emputecendo com o trânsito, me maravilhando com a comida. Depois outros quatros dias na minha  pacata Pariquera-Açu, curtindo a casa de mamãe, comendo churrasco, fofocando com os amigos de infância. Por fim, uma semana de sol, calor e amor em Itacaré, na Bahia. Fui casar meu primo-irmão, e aproveitei pra bronzear a bunda branca, nadar tudo que eu podia no nosso mar azul, comer todas as moquecas possíveis, e ser feliz, muito feliz. Saudade Brasil, saudade Itacaré <3 
São Paulo, minha selva mais louca e favorita <3

E eu, minha sobrinha, e o mar maravilhoso da Bahia. Volta Bahia!
Em maio fiz uma visita inspiradora e de aquecer o coração a uma amiga em Amsterdam, uma das minhas cidades favoritas no mundo. E para começar junho, nós seguimos rumo a Alsace, uma região encantadora na fronteira entre a Suíça, França e Alemanha. Também em junho voltei à França, dessa vez só com as amigas, para casar uma das minhas maravilhosas Single Ladies. Conhecemos o interior francês e depois passamos dois dias quentes e ensolarados em Paris. 
Na Holanda

Em Alsace
With a little help from my friends
Julho foi O mês, o nosso mês de rodar essa incrível Suíça. Ainda não escrevi sobre tudo que vi por aqui, mas não faltam fotos nesse blog para incentivar todo mundo a vir conhecer esse país que é de uma beleza acachapante.



Em setembro rolou uma visita vapt vupt a Portugal, que só me deixou com mais vontade ainda de conhecer esse pequeno gigante. 
Oi Portugal, quer ser meu amigo?
Em outubro fomos a Minneapolis e depois para California, onde cozinhamos no outono super quente: pegamos 40 graus por lá. Mas no big deal. Fomos almoçar com o Pateta, fomos catar abóbora, brincamos na rua, nadamos na piscina, e curtimos muito a família e nosso Baby amado <3 
O amanhecer em Minneapolis



E o amor na California <3
Novembro foi mais tranquilo, e não saímos da Suíça, mas fomos abrir a temporada de neve em Saas Fee.

E por fim, depois de visitar vários mercados de Natal, participar de todos os amigos secretos, de adiantar nosso jantar natalino, de trocar presentes, e de morrer de frio, amanhã embarcamos para a última viagem de 2017, uma viagem pela qual eu venho esperando há pelo menos uma década. Sim, estou indo dar um check na minha bucket list, e não há nada melhor do que começar um ano novo realizando sonhos não? Aqui do lado tem o link pro meu Instagram, pra quem quiser acompanhar as aventuras :)
* * *
Como acho que só volto por aqui ano que vem, aproveito pra deixar um Feliz Natal pra todo mundo, desejar um lindo Ano Novo, cheio de aventuras, viagens, e principalmente, FELICIDADE

O que eu fiz, e o que farei

No começo do ano eu fiz esse post com algumas metas para 2017. Foquei em coisas gerais e possíveis, e acho o resultado foi satisfatório porém podia ser melhor. Vejamos:

Conhecer ao menos um lugar novo por mês em Berna ✔️
Eu fiz as devidas anotações para que no fim do ano pudesse conferir, e entre parques, bares, museus e restaurantes, conheci sim lugares novos todos os meses em Berna. Inclusive, na maioria dos meses, foi mais que um lugar novo.
Conhecendo um museu novo...
... e também um exemplar da vida norturna de Berna no verão
Ter um emprego, ainda que temporário ou part time✖️
Esse item não se cumpriu, mas não por falta de vontade, né... Já comentei aqui dos meus visa issues, e é isso aí. It is what it is. 

Finalizar o B1 no alemão✔️
Siiiim.. terminei julho com a régua passada no B1. Meu alemão não é nenhuma maravilha, mas hoje já me viro, resolvo as questões do dia a dia, tenho conversinha fiada de vez em quando com alguma senhorinha... certamente com a gramática toda cagada, mas e daí, né. Um passo de cada vez.

Perder o kilo que me sobra e permanecer abaixo dos 60kg✖️
Não tive coragem de me pesar. Fim.

Subir um nível no ballet ✔️
Alcançado. Sigo longe de ser uma bailarina, mas a minha evolução é bem notável em aula, e eu estou feliz. Estou pronta para passar para uma aula mais adiantada, mas por questões práticas vai ficar para abril. O que importa mesmo é q eu eu evolui.

Usar a bicicleta além do subúrbio✔️
Outra missão cumprida. Causo engraçado: no meu primeiro dia além Ostermundigen eu tomei um TOMBASSO nos trilhos de bonde, daqueles de tirar o sujeito do rumo. Mas ok, não me abalei, e segui minha vida. Hoje em dia ando de bike nessa Berna inteira. 

Esquiar decentemente✔️
Terminei o inverno descendo uma pista azul em 20 minutos, sem cair, sem medo, felizona. Meta devidamente cumprida.

Ler mais livros✖️
Falhei. Miseravelmente. Não contei, mas devo ter lido o mesmo tanto do ano passado, ou no máximo um livro a mais. 

Finalizar o processo da cidadania italiana✖️
Outro item não realizado, mas também não por vontade minha. Contei aqui o que se passou, e o porque decidi fazer o processo aqui na Suíça. No entanto, preciso ter residência fixa para poder fazer aqui, o que só sai em julho de 2018. Então o processo está on hold até lá.

Fazer trilhas✔️
Siiim. Poderia ter feito mais, claro, mas ainda assim, é um começo e eu considero essa meta alcançada. Fiz seis trilhas esse ano, sendo uma delas tão linda e maravilhosa que me fez chorar de emoção. 

Começamos a trilha numa geleira e terminamos de cara pra uma cachoeira coroada por arco-íris. Vale o choro, né?
Ver mais filmes✖️
Vish... esse item aqui ficou pior que o dos livros. 

Usar menos celular✖️
Nessa minha nova vida aqui na Suíça eu virei muito heavy user de celular. Eu fico muito sozinha, e acabo passando o dia com o bendito na mão, falando com amigos e família no Brasil, olhando redes sociais, enfim, buscando companhia. Esse ano eu tentei usar menos, e acho que até diminui um pouco, mas MUITO POUCO. Não era o que eu estava pensando quando botei esse item na minha lista. Então vai ficar como item em aberto. 
* * *

E o que eu quero para 2018?

Eu quero... 

* realizar os itens da lista de 2017 que não consegui (ou seja, arrumar emprego, terminar cidadania, ler mais livros, ver mais filmes e usar menos o celular);

* tirar o Telc (exame tipo Toefl, mas de alemão) para o B2; 

* conhecer os 6 cantões suíços que ainda não conheço; 

* voltar a Berlim; 

* cozinhar mais coisas diferentes;

* manter uma rotina de cuidados com a pele, porque I wanna be forever young hahaha;

* fazer um calendário de advento no Natal;

* aprender a usar a minha máquina de costura (que eu já disse por aqui que aprenderia, e fiz foi nada sobre isso).

E aí, como será que será?!?!

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